quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sobre personalização e participação.


Desde 2005 (quando eu entrei na faculdade) os professores estavam obcecados em dizer que precisávamos personalizar, personalizar, personalizar... enfim, acredito que nem eles entendiam ao certo o que isso realmente significava naquele momento. A internet já estava ganhando espaço no meio empresarial, vendas online começando no Brasil, marcas investindo milhões para estar presentes na web e poucos profissionais conseguiram ter a visão de que a internet seria parte de tudo, que se tornaria mais uma ferramenta de comunicação e obviamente, causaria grandes mudanças nos métodos convencionais.

Discutia-se muito a questão sem saber exatamente que tipo de personalização se estava falando: de produto? de comunicação?

Naquele tempo, a Levi´s deu o melhor exemplo do que deveria ser feito: disponibilizou um site em que o usuário podia personalizar sua calça. A estratégia continua até hoje com o Levi´s Curve ID. Voltamos ao ponto, o que gerou o envolvimento do target não foi somente o fator da personalização, e sim a possibilidade de participação.

O que eu quero dizer é que a personalização é apenas um dos passos de um movimento maior que vem acontecendo nos últimos cinco anos. E que fazer com que o usuário participe do processo é a chave do envolvimento: o usuário quer estar presente no processo, não só no fim dele para receber o produto/serviço.

Ele quer ter influencia, quer que a marca com a qual ele se relaciona escute os anseios e desejos, e que assim possa proporcionar um produto/serviço personalizado.

Quer interagir com a marca.

Interação? Não lembro de ninguém em 2005 que falasse português e tenha destacado essa palavra no seu Power Point.